Há que «fazer marketing», é preciso «investigar», «aplicar os resultados [dessa investigação] nos serviços», produzindo ganhos em saúde, e divulgar, divulgar, divulgar...
Este parece ser o pensamento dominante de muitos dos enfermeiros que participaram, a 29 de março, no debate promovido pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra subordinado ao tema “Pensar enfermagem: o enfermeiro de reabilitação nos cuidados de saúde primários/cuidados continuados. Que mais-valias?”
Para a enfermeira Helena Pestana, do Colégio da Especialidade de Enfermagem de Reabilitação da Ordem dos Enfermeiros, a própria especificidade das atribuições destes especialistas abre caminho para que sejam devidamente reconhecidos: «Cuidamos de pessoas com necessidades especiais ao longo da vida em todos os contextos da prática de cuidados. Esse é, desde logo, um valor acrescentado», frisou.
Porém, há que «documentar e publicar aquilo que fazemos», o que «contribui para encontrar o espaço próprio do enfermeiro de reabilitação», já que «é com os resultados que vamos demonstrar as mais-valias», disse, por seu turno, Manuela Martins, da Escola Superior de Enfermagem do Porto.
Intervieram, ainda, na mesa os enfermeiros especialistas de Reabilitação, Carlos Margato (CHUC), Florbela Paiva (UCC Soure/ACES Baixo Mondego) e Isilda Rodrigues Santos (UCC de Anadia/ACES Baixo Vouga). O debate, inserido no Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação “A pessoa, função e autonomia - reabilitar nos processos de transição”, foi moderado pelo vice-presidente da ESEnfC, Fernando Dias Henriques.
Mais de 300 congressistas, um terço dos quais investigadores, participaram, entre os dias 27 e 29 de março, neste Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação.
O evento despertou o interesse de especialistas de 11 países: Argentina, Brasil, Colômbia, Itália, México, Panamá, Portugal, Angola, Espanha, Suécia e Estados Unidos da América.
112 comunicações científicas (orais e em formato de póster), workshops sobre temas como a acupuntura e a massagem Shiatsu relacionadas com a Enfermagem, inovações tecnológicas, visitas à ESEnfC, exposição de equipamentos de reabilitação e de livros técnicos foram alguns aspetos em destaque neste congresso internacional que visou a partilha de experiências ao nível da formação, da investigação e da prestação de cuidados.
O Congresso Internacional de Enfermagem de Reabilitação “A pessoa, função e autonomia - reabilitar nos processos de transição” teve o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Na foto, os professores Carlos Oliveira e Arménio Cruz (UCP de Enfermagem de Reabilitação/ESEnfC), com o enfermeiro Marco China.



