É preciso voltar às coisas simples, das quais se faz a matéria da Enfermagem, potenciando o bem-estar e a qualidade de vida, através de uma abordagem mais cuidada, atenta e relacional.
Paulo Queirós, professor coordenador da UCP de Enfermagem Fundamental da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), abriu com esta mensagem a Conferência Internacional “Cuidar com Humanitude”, que, no dia 24 de abril, reuniu meio milhar de interessados na metodologia de cuidados proposta pelos terapeutas franceses Yves Gineste e Rosette Marescotti.
De seguida, falaram os próprios autores da “Filosofia de Humanidade” e da “Metodologia de Cuidados Gineste-Marescotti”, explicando e dando exemplos, com casos concretos, de que, quando bem trabalhadas, as intervenções não-farmacológicas são eficazes no controlo e redução de “comportamentos de agitação patológica”, melhorando a qualidade de vida da pessoa cuidada e o bem-estar dos cuidadores.
Recorde-se que esta metodologia proíbe intervenções em força ou não consentidas, enfatizando técnicas que favorecem o estabelecimento de uma verdadeira relação de confiança entre o cuidador e a pessoa cuidada.
Durante o encontro científico, foram lançados dois livros que abordam a temática da Humanitude: “Humanitude, um imperativo do nosso tempo”, da enfermeira Nídia Salgueiro, e “Cuidar Humanitude, Enfermagem Neurorelacional”, do enfermeiro Mário Simões.
Professores da ESEnfC iniciaram um curso para o desenvolvimento de competências no âmbito da filosofia de Humanitude, com vista a facilitar a implementação desta metodologia na formação dos estudantes de Enfermagem.



