A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) realizou, entre os dias 9 e 12 de fevereiro, um curso de Pesquisa-ação participativa em saúde, que foi frequentado por meia centena de profissionais oriundos de quatro países: Portugal, Brasil, Cabo Verde e Angola.
Maioritariamente constituído por enfermeiros ligados a projetos que envolvem populações vulneráveis (por exemplo, sem-abrigo), o grupo de formandos procurou saber mais sobre uma abordagem de pesquisa que, entre outros aspetos, se carateriza por um “processo democrático” e em que os resultados são transferidos para a comunidade de forma imediata.
A formação foi desenvolvida pela International Collaboration for Participatory Health Research (ICPHR), que em Portugal tem a coordenação das professoras da ESEnfC, Irma da Silva Brito e Maria da Alegria Simões.
«A pesquisa-ação participativa em saúde é uma abordagem que enfatiza a participação dos cidadãos em todos os aspetos do processo de pesquisa, incluindo-o em todas as etapas: desde a identificação de questões de pesquisa até soluções de execução/ação», afirma a professora Irma Brito, ao notar que «a participação das partes interessadas faz aumentar a sua capacidade de efetuar mudanças nas condições sociais mais amplas que afetam a saúde e bem-estar a longo prazo».
«Vários estudos salientam a importância da participação e do envolvimento da comunidade nos serviços de saúde, sobretudo para contribuir para a melhoria do acesso, atendimento, cobertura, adesão terapêutica e eficácia», prossegue a professora da ESEnfC.
Este curso de Pesquisa-ação participativa em saúde foi oferecido em quatro países na língua local.
Além da ESEnfC (Portugal), foram organizações participantes a Universidade de Northumbria de Newcastle (Reino Unido), a Universidade Católica de Ciências Aplicadas de Berlim (Alemanha) e a Universidade de Alberta (Canadá).



