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Finalistas da ESEnfC fizeram juramento numa cerimónia “contida”, de exaltação do valor da Enfermagem para o SNS e de apelo à aprendizagem ao longo da vida

 

 

Desta vez foram 279 finalistas da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) que receberam diplomas, numa cerimónia de encerramento do curso de licenciatura 2017/2021 mais contida, pelas exigências da pandemia, mas com o mesmo valor simbólico, de passagem da vida estudantil para a vida ativa, e com um novo ressoar da importância da Enfermagem, patente em mais de um ano de luta contra a COVD-19.

«A pandemia tem mostrado como os enfermeiros são essenciais na resiliência do Serviço Nacional de Saúde (SNS)», afirmou Aida Cruz Mendes, Presidente da ESEnfC, num dos momentos do discurso que proferiu, no dia 28 de julho, no Convento São Francisco, prévio à imposição de insígnias e ao juramento dos novos profissionais.

Para a dirigente da maior escola de Enfermagem no país, a entrega de diplomas é, ademais, «um ato muito significativo para Portugal».

«Sabemos que para termos um sistema de saúde efetivo, acessível e resiliente, é essencial a existência de profissionais de saúde bem preparados», notou Aida Cruz Mendes, ao frisar que «os enfermeiros detêm um grande potencial de conhecimento e de competências, que devem ser completamente aproveitados para o fortalecimento do SNS e para a acessibilidade dos cidadãos a cuidados seguros e de qualidade».

 

“Os últimos dois anos foram duros”

Dirigindo-se, num primeiro momento, aos «enfermeiros iniciados», como designou os novos licenciados – de quem disse esperar a «transformação em peritos, capazes de práticas avançadas, especialistas, mestres e doutores em Enfermagem» –, a Presidente da ESEnfC constatou que «a crise pandémica fustigou cerca de metade do tempo do período formativo» que tiveram, mas que, concluído o caminho, os membros da comunidade educativa da instituição se podem «declarar orgulhosos» com o desempenho dos agora recém-diplomados.

«Os últimos dois anos foram duros. Foi-vos exigido um grande salto de maturidade, mas o balanço é francamente animador», disse Aida Cruz Mendes.

Para a Presidente da ESEnfC, este período, que «desencadeou uma verdadeira crise» na Academia e na sociedade, «exigiu» aos estudantes e à comunidade académica «uma grande capacidade de ajustamento, de resiliência perante os impactos negativos da pandemia, de imaginação e criatividade na procura de soluções para contrariar o desânimo, desenvolver a solidariedade entre pares e manter o foco na aprendizagem com qualidade».

 

De iniciado a perito: um “dever ético”

«Tempos complexos suscitam interrogações de caráter ético, político, científico e profissional, para as quais não há respostas simples», observou a docente, para quem «o estudo, sempre o estudo, será a melhor via para [os novos diplomados] encontrarem as respostas possíveis» às respetivas inquietações.

Na ótica de Aida Cruz Mendes, ao escolherem a profissão de Enfermagem, os finalistas «tomaram a responsabilidade de seguir boas práticas de cuidados e, para tal, de conservarem uma atitude de disponibilidade para aprendizagem ao longo da vida». Daí que tenha reiterado: «É vosso dever ético fazerem o percurso de iniciado a perito».

A Presidente da ESEnfC recordou que o facto de termos «uma população progressivamente envelhecida» levará a «um aumento das necessidades de cuidados, relacionados com as transições de saúde, de pessoas com múltiplas doenças crónicas e maiores índices de dependência». E que a «progressiva transferência de cuidados hospitalares para cuidados ao domicílio» a que temos assistido implicará «cuidados de maior complexidade a realizar em ambientes muitas vezes não adaptados».

Também a «necessidade de programas de prevenção [da doença] e de promoção de saúde na comunidade», ou «o reforço dos cuidados de saúde primários e a educação para a literacia em saúde», que «são apostas essenciais para melhorar a saúde dos portugueses», constituem «tendências que evidenciam o crescimento das necessidades de Enfermagem nas próximas décadas», referiu Aida Cruz Mendes.

 

“Tempo de mostrarmos que não somos a geração COVID”

Gonçalo Marceneiro, presidente da Associação de Estudantes da ESEnfC e finalista do curso de licenciatura, que agradeceu a todos quantos tiveram um papel importante nos últimos quatro anos da vida dos colegas, não deixou de mostrar gratidão à ESEnfC, em especial «por, nesta situação pandémica», se terem «juntado esforços» para conseguirem «terminar a licenciatura no tempo desejado».

A Presidente Aida Cruz Mendes, a vice-presidente Maria do Céu Carrageta e o Provedor do Estudante, Alberto Barata, foram nomes referidos pelo dirigente associativo no rol de agradecimentos à Escola e aos docentes.

Também o «carinho, apoio e compreensão» dos funcionários [não docentes] da ESEnfC foram lembrados, «por serem uma referência e por nos fazerem sentir em casa». «Sra. Lurdes Cardoso e Senhora Isabel Pratas: um grande obrigado por terem sido as segundas mães de muitos estudantes!», sublinhou o presidente da Associação de Estudantes da ESEnfC. Que, a finalizar, lembrou aos colegas que é chegada «a hora de exercer» a profissão, «cientes da responsabilidade que acarreta».

«É tempo de mostrarmos que não somos a geração COVID, mas, sim, somos a geração de enfermeiros que mostraram resiliência, garra e força de vontade, que conseguiram ultrapassar algo nunca antes vivido», afirmou Gonçalo Marceneiro.

 

[2021-08-05]


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