Mais de 70% dos estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) que, em 2013, responderam aos inquéritos de opinião lançados pelo Conselho para a Qualidade e Avaliação (CQA) consideram que os professores que são avaliados se tornam melhores professores. Este e outros resultados, obtidos na consulta à comunidade educativa, foram apresentados, recentemente, aos interessados.
A partir dos dados de opinião recolhidos pelo CQA, foi também possível constatar a existência de uma muito grande satisfação dos estudantes que tiveram experiências de mobilidade internacional (que, numa escala de 1 a 5, a avaliam com 4,55 pontos). O mesmo se verifica com a satisfação dos estudantes estrangeiros que realizaram um período de estudos na ESEnfC, que avaliam a respetiva experiência de mobilidade com 4,80 pontos.
Num outro nível, os novos graduados consideram que a escola lhes poderia facultar, como medidas facilitadoras na procura de emprego, a divulgação de ofertas de trabalho, designadamente por empresas de recrutamento na área da Enfermagem (o que já vai sendo feito), e ensinamentos sobre como construir instrumentos de procura de emprego ao longo do curso.
Disponibilizar formação gratuita ou a baixo custo, em diversas áreas, aos novos graduados, recomendando-os às entidades empregadoras, são outras sugestões deixadas pelos recém-diplomados.
Já ao nível do corpo docente, 48,7% dos professores que responderam ao questionário consideram muito importante a realização de reuniões entre unidades científico-pedagógicas, entre outros motivos pela “utilidade de partilha de conhecimento e pontos de vista”, ou por ficarem a “conhecer o trabalho de outros colegas” e poderem “melhorar as relações interpessoais”.
Foi, ainda, recolhida a opinião do corpo não docente. Entre outros aspetos, refira-se que a satisfação global dos assistentes técnicos e técnicos superiores, com o trabalho que realizam, é avaliada com 3,95 pontos (numa escala de 1 a 5), enquanto a satisfação dos assistentes operacionais se situa nos 3,60 pontos.
Numa auscultação presencial em 2013, os não docentes enumeraram, como medidas positivas a implementar na instituição, a existência de atividades desportivas, lúdicas e culturais, e a criação da figura do provedor do funcionário.
Relativamente à opinião dos enfermeiros chefes/gestores, estes consideram que, enquanto contrapartida por receberem estudantes nos respetivos serviços, a Escola lhes poderia proporcionar formação, oferta de inscrições em eventos científicos, apoio ao nível da investigação e oferta de livros para o serviço.
Melhorar a qualidade do que se faz na ESEnfC é o que move o CQA, órgão que opera em articulação com estruturas governativas e outros serviços da instituição.
Participaram na sessão de apresentação de resultados dos inquéritos de opinião os seguintes membros do CQA: as professoras Manuela Frederico (coordenadora), Cândida Loureiro, Clara Ventura e Ana Paula Camarneiro, a representante do corpo não docente, Natércia Cunha, e a estudante Rita Pinto.



