A professora Anabela de Sousa Salgueiro Oliveira prestou provas de doutoramento em Enfermagem, tendo sido aprovada (com a classificação máxima) no dia 16 setembro, na Universidade de Lisboa, ao defender a tese “Intervenção nas práticas dos enfermeiros na prevenção de flebites em pessoas portadoras de cateteres venosos periféricos: um estudo de investigação-ação”.
De acordo com os resultados do estudo da investigadora da ESEnfC, que foi realizado num serviço de Medicina e que pretendeu compreender as práticas dos enfermeiros, contribuindo para a redução da taxa de incidência de flebites, registou-se, de facto, um decréscimo de 26,5% nas inflamações da membrana interna das veias.
Tal verificou-se após a realização de oficinas de trabalho com uma vertente de formação e reflexão sobre as práticas, tendo por base os resultados encontrados numa primeira fase do estudo – uma taxa de incidência de flebites de 68,9%, com fatores de risco para a sua ocorrência – e o estabelecido nas guidelines e na evidência científica.
«Nos contextos de saúde há um recurso constante a cateteres venosos periféricos, para diferentes fins, entre eles a administração de medicação intravenosa. O seu uso não é porém isento de riscos, sendo a flebite a complicação local mais frequente», explica a professora Anabela Salgueiro.
Daí que, prossegue a investigadora da ESEnfC, os enfermeiros, que no âmbito das suas intervenções são responsáveis pela punção e vigilância da pessoa portadora de cateter venoso periférico, podem realizar «um conjunto de ações para a prevenção de complicações» e «para os ganhos em saúde».



