O professor António Manuel Martins Lopes Fernandes prestou provas de doutoramento em Enfermagem, tendo sido aprovado com a classificação “sobresaliente” (excelente), ao defender, dia 12 setembro, na Universidade de León (Espanha), a tese “Dotação segura em enfermagem e a cultura de segurança: subsídios para a segurança do doente”.
De acordo com a investigação do professor da ESEnfC, realizada a partir da perceção e entendimento que os profissionais têm sobre os domínios do estudo – foram inquiridos 926 enfermeiros com domicílio profissional hospitalar sob jurisdição da Secção Regional do Centro da Ordem do Enfermeiros –, «a cultura de segurança do doente apresenta-se como um fator crítico da qualidade dos cuidados de saúde hospitalares e a necessitar de melhoria».
Salienta o professor António Manuel Fernandes que «a cultura de segurança do doente identificada neste estudo é caraterizada pelo paradigma da culpabilização e punição – com os profissionais convictos de que, quando notificados, são eles o centro da atenção e não o incidente/evento e preocupados que este seja registado no processo pessoal, podendo ser usado contra si – e pelo paradigma da ocultação do erro e do evento adverso».
«Confirma-se que contextos clínicos, quaisquer que eles sejam, com dotações em enfermagem qualitativamente mais seguras, particularmente onde se promove equilíbrio de competências e supervisão de cuidados e, sobretudo, se fomenta um bom ambiente relacional entre profissionais clínicos, com estimulação da autonomia profissional, contribuem para a existência de níveis inferiores de riscos clínicos», conclui, ainda, o investigador da ESEnfC.
De acordo com os resultados obtidos pelo professor António Manuel Fernandes, «quanto melhores forem estas condições, menor é a influência das caraterísticas dos doentes/carga laboral e da taxa de utilização de horas de cuidados de Enfermagem necessárias, nos níveis de risco clínico».



