Portugal é o país europeu com mais elevadas taxas de perturbações de ansiedade e de impulsividade, registando crescentes consumos de benzodiazepinas (ansiolíticos).
O alerta foi lançado pelo diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Álvaro de Carvalho, que, no dia 10 de dezembro, interveio na sessão de abertura do colóquio “Estigma: (in)diferença e (in)desejabilidade social”, organizado pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).
De acordo com o psiquiatra e membro do Conselho Geral da ESEnfC, que apresentou o relatório “Portugal - Saúde Mental em Números 2014”, as perturbações psiquiátricas afetam mais de um quinto da população portuguesa, calculando-se que 42,7% venha a sofrer, nalgum momento da vida, um problema de saúde mental.
Após a intervenção de Álvaro de Carvalho, que apresentou, ainda, dados sobre o subnotificado fenómeno do suicídio – um dado novo é que há mais homens menos idosos a suicidarem-se – e sobre o preocupante aumento do uso de psicofármacos em crianças, seguiram-se as comunicações dos especialistas Luís Loureiro e Rita Crispim.
Luís Loureiro (professor da ESEnfC) falou sobre "As melhores formas de estigmatizar", enquanto Rita Crispim (Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares) proferiu a comunicação "Auto-estigma: de dentro para fora".
O colóquio “Estigma: (in)diferença e (in)desejabilidade social” teve o apoio da Direção-Geral da Saúde.



