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Investigadores da UICISA: E procuram prever a ocorrência da fragilidade nos idosos

 

Um modelo preditivo que permitirá anunciar com antecipação a ocorrência de estados de fragilidade em idosos está a ser desenvolvido por um consórcio ibérico coordenado pelo Instituto de Saúde Carlos III, de Madrid, e no qual participa uma equipa da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), que é acolhida pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

 

Oito investigadores de Coimbra participam em projeto ibérico

 

Após uma colheita de dados, que está a ser feita junto de mais de 600 idosos portugueses e espanhóis, será criado um algoritmo (processo de cálculo matemático) que, em função de determinados indicadores, permitirá predizer a fragilidade das pessoas nesta faixa etária.

Com a ajuda deste instrumento, para cuja construção também colabora o Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Múrcia, os profissionais de saúde poderão desenvolver programas de intervenção adaptados às necessidades dos cidadãos de idade avançada, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis, aumento da literacia em saúde e bem-estar dos idosos.

O projeto intitula-se ModulEn e desenvolve-se na área do envelhecimento ativo, um dos tópicos de investigação prioritários definidos pela UICISA:E.

Os idosos envolvidos no estudo provêm de três regiões espanholas – Corunha, Huelva e Ponterrada (León) – e da região de Coimbra, em Portugal.

Estes idosos não institucionalizados, com idades compreendidas entre os 65 e os 80 anos de idade e que não apresentam declínio cognitivo moderado ou severo, estão a utilizar sensores de pulso (ACM KRONOWISE® 2.0) que, durante 7 a 10 dias, em contexto de ambulatório, recolhem dados sobre padrões de sono, exposição à luminosidade, hábitos alimentares e de atividade física.

Os dados são, depois, enviados ao laboratório de cronobiologia que, por sua vez, emitirá um relatório sobre o estado de saúde dos participantes, ao qual estes terão acesso, assim como a alguns conselhos em saúde para melhorarem os respetivos estilos de vida.

Concluída a colheita de dados, o Instituto de Saúde Carlos III criará um algoritmo capaz de predizer a fragilidade da população de idade avançada.

O presente estudo, em execução até final de 2019, é financiado pelo Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), no âmbito do programa de cooperação INTERREG Espanha-Portugal, cujas despesas são suportadas pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

João Alves Apóstolo (coordenador em Portugal), Maria de Lurdes Almeida, Isabel da Assunção Gil, Adriana Neves Coelho, Vitor de Oliveira Parola, Luísa Teixeira Santos, Elżbieta Bobrowicz-Campos e Filipa Daniela Couto são os docentes e investigadores da ESEnfC e da UICISA: E envolvidos neste trabalho.

 

[2019-01-31]

 


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