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ESEUC colabora no desenvolvimento de app para rastreio do cancro em populações vulneráveis

 

Filipa Ventura lidera parceria da Escola em projeto europeu coordenado pela Holanda

Uma aplicação móvel que vai permitir aumentar a participação no rastreio do cancro por parte de pessoas em situação de vulnerabilidade começou a ser desenvolvida por um grupo de instituições europeias onde se integra a Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC).

O projeto, a concretizar até 2028, e que é cofinanciado por fundos europeus, tem por objetivo promover a equidade no acesso à saúde e prevenir a evolução da doença oncológica – designadamente cancros da mama, do colo do útero, colorretal, do pulmão e do estômago – para estádios mais avançados.

De acordo com a professora Filipa Ventura, responsável pela parceria da ESEUC neste projeto, a aplicação móvel dirige-se a grupos em situação de vulnerabilidade, que tipicamente ficam de fora destes programas, como sejam pessoas com dificuldades económicas, menor literacia em saúde, fragilidade social (idosos e sem-abrigo) ou que enfrentam barreiras linguísticas e culturais.

A app vai, por isso, disponibilizar informação em «linguagem simples, com mensagens curtas e visuais de apoio», adaptada culturalmente e em várias línguas, «explicando o que é o rastreio, a quem se destina, quais os benefícios e possíveis riscos/limitações, e o que acontece a seguir», prossegue Filipa Ventura.

Segundo a docente, especialista em Enfermagem Oncológica, a aplicação, a ser cocriada com cidadãos, profissionais de saúde e investigadores, representa, ainda, um «apoio à decisão, ajudando cada pessoa a escolher de forma informada, alinhada com os seus valores e preferências».

Pensada para funcionar em ligação com os serviços de saúde e percursos já existentes, a app, no contexto português, será desenvolvida em articulação com a Unidade Local de Saúde de Coimbra, a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Centro e o National Cancer Hub, com perspetivas de integração no Serviço Nacional de Saúde, através dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Coordenado pelo Amsterdam University Medical Centers, o projeto “INSIDERS: Envolvimento da pessoa vulnerável no rastreio oncológico” conta com a parceria da ESEUC, da RCSI University of Medicine & Health Sciences (Irlanda) e da empresa Canary Technology Innovations (Roménia).

O projeto é cofinanciado por fundos europeus, com gestão intermédia da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (programa Centro 2030).

A ESEUC beneficia, para a respetiva participação no projeto, de um apoio comunitário de cerca de 127.600 euros, para um investimento total de 150.120 euros.

Além de Filipa Ventura, a equipa da ESEUC envolvida no projeto é composta pelos docentes e investigadores Isabel Moreira, Liliana Sousa, Elaine Santana, Pedro Sousa e Paulo Costa.

[2026-02-03]


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