A equipa de inventores do já patenteado a nível europeu "Sistema de limpeza e desinfeção de cor rimãos de escadas e tapetes rolantes", composta por investigadores da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC) e do Instituto Politécnico de Coimbra, deverá submeter, em 2026, uma candidatura para financiamento que permita a produção em escala deste dispositivo, que segundo se espera terá um impacto relevante na saúde pública, e futura colocação no mercado.
«A intenção é clara. Assim que existirem mecanismos de financiamento disponíveis, avançaremos com a candidatura», afirma Pedro Parreira, professor que lidera o projeto por parte da ESEUC.
De acordo com o investigador, a equipa está, atualmente, «a trabalhar na miniaturização do dispositivo, um passo essencial para viabilizar a sua produção industrial, reduzir custos e facilitar a adoção futura por entidades públicas e privadas».
Segundo Pedro Parreira, que recentemente apresentou o projeto na 2.ª edição da Mostra Inovação em Saúde – encontro organizado pela Universidade de Coimbra, pela ESEUC e pela Associação para Investigação Biomédica e Inovação em Luz e Imagem –, «um dos propósitos centrais desta solução tecnológica» consiste em «contribuir para reduzir o risco de exposição a agentes microbiológicos em espaços de grande circulação».
«A possibilidade de contaminação por bactérias como MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina), cuja resistência aos antibióticos continua a constituir um desafio relevante em saúde pública, reforça a importância de implementar sistemas de limpeza e desinfeção mais eficazes em ambientes que acolhem diariamente milhares de pessoas», defende o docente da ESEUC.
Pedro Parreira sublinha que «faz todo o sentido que estabelecimentos públicos, como aeroportos, lojas do Cidadão, mercados municipais, superfícies comerciais e unidades de saúde possam ser pioneiros na adoção desta tecnologia, precisamente porque concentram elevados fluxos de utilizadores e desempenham um papel determinante na promoção de ambientes seguros».
«Para se ter uma ideia da dimensão do impacto, uma das maiores superfícies comerciais de Coimbra recebe cerca de sete milhões de visitantes por ano – muitos deles recorrentes –, o que evidencia a pertinência de soluções que reforcem as medidas de higienização e reduzam potenciais riscos de transmissão de microrganismos», nota o inventor.
Daí que «a disponibilização pública desta tecnologia» vise «apoiar instituições e espaços comerciais na implementação de práticas de segurança adicionais, contribuindo para ambientes mais protegidos e para a promoção da saúde da comunidade».
A equipa de investigadores responsável por este projeto é constituída por três docentes e investigadores da ESEUC (Pedro Parreira, João Graveto e Anabela Salgueiro Oliveira), dois da Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Politécnico de Coimbra (Nádia Osório e Fernando Mendes) e uma do Instituto Superior de Engenharia do Politécnico de Coimbra (Cândida Malça, atual Presidente do Politécnico de Coimbra, que foi líder desta equipa).
[2025-12-30]



